terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Calvície Feminina

Alopécia androgênica A calvície, que já incomoda bastante os homens, quando acomete as mulheres pode ser causa de grande ansiedade e sofrimento emocional. Os cabelos tem grande importância na estética da mulher e são muito valorizados como característica feminina. A perda deles traz enorme significado em relação à auto-estima sendo motivo frequente de busca de tratamento. A alopécia androgênica (calvície) é uma manifestação fisiológica que atinge principalmente os homens, mas que também pode afetar as mulheres. Ocorre devido à uma herança genética e o histórico de calvíce pode vir tanto do lado da mãe como do pai. O processo acontece devido a ação da enzima 5-alfa-redutase sobre o hormônio testosterona (a mulher também apresenta este tipo de hormônio, porém em menor quantidade que o homem) resultando no subproduto DHT (dihidrotestosterona). Este último age sobre os folículos pilosos, provocando o seu afinamento e miniaturização. Outras causas, como anemia ou alterações tireoideanas, podem provocar a queda dos cabelos nas mulheres, porém a manifestação ocorre de forma diferente, também provocando rarefação dos cabelos mas sem o afinamento característico da alopécia androgênica. Mulher fica careca? A perda dos cabelos geralmente se inicia após a puberdade, quando os hormônios sexuais começam a ser produzidos. A evolução é lenta e o mais comum é ocorrer uma rarefação difusa dos cabelos, que se tornam finos e tem seu tamanho diminuído. Dificilmente a mulher chega a ficar careca, mas isso pode acontecer em casos de maior intensidade e em mulheres de idade mais avançada. Calvície feminina O quadro pode se tornar mais intenso se a mulher apresentar alterações hormonais, como a síndrome do ovário policístico ou o hirsutismo. Em algumas mulheres, a alopécia androgênica só começa a se manifestar após a menopausa, quando ocorre uma diminuição da produção dos hormônios femininos. Tratamento A calvície feminina pode ser tratada e o principal resultado da melhora é o resgate da auto-estima. O tratamento visa evitar a ação hormonal sobre os folículos, revertendo o processo de afinamento e miniaturização e é feito com o uso de anti-andrógenos (combatem a ação dos androgênios: hormônios masculinos). Podem ser utilizados por via oral ou sob a forma de loções aplicadas no couro cabeludo. A finasterida, medicamento utilizado com sucesso no tratamento dos homens, não é indicada para o tratamento de mulheres, mas outros produtos podem obter resultados semelhantes. Além disso é feito o estímulo ao crescimento dos cabelos, com suplementação vitamínica e substâncias de uso local. O tratamento é contínuo e os resultados podem demorar um pouco a aparecer, devendo-se ter paciência e perseverança. Muitas vezes é necessária a troca do medicamento até que se obtenha o melhor resultado. Se o tratamento for interrompido, o processo se reinicia e a queda voltará a acontecer. Pode ser necessária uma avaliação hormonal e a realização de exames que excluam outras causas da queda dos cabelos, como o eflúvio telógeno e a alopécia areata. A indicação do melhor tratamento depende de cada caso e deve ser determinada pelo médico dermatologista. Fonte: www.dermatologia.net Calvície Feminina Na mulher, o problema é difuso e está associado a fatores hereditários, hormonais e ao estresse, mas tem solução. Loções, medicamentos orais, injeções e aplicação de corrente elétrica são algumas das alternativas para prevenir a perda de cabelos No início, ela passa despercebida. Com o tempo, os sinais da calvície feminina se tornam evidentes no espelho. Ao contrário dos homens, que começam a perder fios na parte frontal da cabeça, na mulher o problema é difuso e está associado a fatores hereditários, hormonais e ao estresse, mas tem solução. Loções, medicamentos orais, injeções e aplicação de corrente elétrica são algumas das alternativas para prevenir a perda de cabelos na mulher. Segundo a dermatologista Paula Bellotti Azevedo, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a queda de cabelos nas mulheres costuma ser mais acentuada em situações específicas, como pós-parto, amamentação, menopausa, interrupção do uso da pílula anticoncepcional e em casos de depressão, além de estresse. “Anemia, infecções, carência de ferro, alterações hormonais e dietas rígidas agravam a situação. É preciso fazer exames clínicos e laboratoriais para saber a origem do problema. Um teste útil no diagnóstico é o tricograma, que faz a análise dos fios”, diz. Ela explica que há dois tipos de calvície feminina mais freqüentes. Uma delas é a alopécia androgenética, de origem hereditária e que produz a perda lenta e gradual de fios a partir da linha que separa o cabelo. Os fios ficam mais finos e menos numerosos. Outra situação é o eflúvio telógeno. Este nome complicado significa a queda acelerada e temporária dos fios. Quase sempre é decorrente de trauma emocional. Mas pode estar associada a infecções, doenças da tireóide, oleosidade e dermatite seborréica. Nesses casos, é preciso tratar primeiramente as causas. “Há ainda uma terceira forma de calvície, chamada de alopécia areata, cuja queda é localizada e, em alguns casos, pode até atingir outras áreas, como sobrancelhas e genitália. Também está relacionada ao estresse”, explica Paula. INJEÇÕES DE CORTICÓIDES No caso da alopécia areata, uma opção no tratamento são as injeções locais de corticóides e outras drogas que atacam as células que inibem o crescimento dos fios. As aplicações são realizadas em intervalos de 15 dias. Geralmente, o tratamento da calvície feminina combina o uso de drogas tópicas e orais. Para a dermatologista, a melhor saída ainda é a aplicação diária de loção de minoxidil, em concentrações de 2% a 5%. “Para ajudar no tratamento, podemos receitar xampus à base de jaborandi e cisteína, um aminoácido”, explica. No tratamento oral, dependendo da história clínica e do resultado laboratorial, ela recomenda suplementos vitamínicos (principalmente aqueles à base de biotina, piridoxina e aminoácidos). Por exemplo: o acetato de ciproterona neutraliza os efeitos dos hormônios androgênios. Já a flutamida bloqueia o receptor andrógeno, diminuindo a quantidade do hormônio masculino na raiz do folículo capilar. Já a dermatologista carioca Elaine Sênos, lembra que outra opção no tratamento da calvície é a iontoforese uma vez por semana. Ela consiste na introdução nos tecidos, por meio de corrente galvânica (elétrica), de uma fórmula à base de adstringentes, aminoácidos, vasodilatadores, vitaminas e outros medicamentos contra calvície. “Na iontoforese, o produto é aplicado diretamente no folículo piloso. Além de desobstruí-lo, estimula o bulbo capilar. A sessão dura cerca de 20 minutos”, diz Eliane. Em casos mais graves, quando a paciente não responde ao tratamento clínico, há ainda a opção do microimplante de fios. Fonte: www2.uol.com.br

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